Essa é a segunda parte dos clássicos da Zahar, que são lindos, lindos.( A Parte I - que tem Alice e Contos de fadas - você confere AQUI.)




MÁGICO DE OZ


Quem não conhece a história da garotinha dos sapatinhos vermelhos do Kansas, que é levada por um ciclone para terras muuito distantes, o Reino de Oz?

Se não assistiu o filme, pelo menos sabe o enredo por cima.

Depois de um ciclone a levar para longe do Kansas, Dorothy descobre que sua casa caiu em cima da Bruxa Má do Leste, matando a bruxa para felicidade do povo que mora ali, e vira uma espécie de heróina para eles.

Mas tudo o que ela quer é voltar para casa, assim, levando os sapatinhos prateados da Bruxa Má de Leste - que é um detalhe que muito importante para a história - e acompanhada de Totó, seu cachorrinho, Dorothy parte para a Cidade Esmeralda, onde o tão famoso Mágico de Oz - que é um babaca na minha humilde opinião -  poderá ajudá-la a voltar para seu lar.

No caminho, ela encontra três companheiros, que a gente já conhece bem: O Espantalho, o Lenhador de Lata e o Leão. Os três também desejam ver o mágico, pois o Espantalho deseja um cérebro, o Lenhador um coração e o Leão, coragem.



O melhor do livro é que quando você acaba a leitura você vê que na verdade os três já tem o que tanto desejam, só não se deram conta ainda.

Super recomendo, afinal cada um tirará dessa história riquíssima o que for mais proveitoso. E todo mundo aprende alguma coisa.

– Como é que eu poderia deixar de ser um farsante? - pensou ele. - Essas pessoas me pedem coisas que todo mundo sabe que são impossíveis.





PETER PAN

Esse é outro que não há quem não conheça. Peter Pan, o menino que não queria crescer, aquele que mora na Terra do Nunca, “segunda estrela à direta, direto até o amanhecer!”. Neste livro, conhecemos melhor Wendy, seus irmãos, Peter, Sininho, os garotos perdidos e claro, o maravilhoso Capitão Gancho.

O livro começa nos apresentando os Darling, mostrando o pai irritante e meio chatinho, o típico adulto insensivel, a mãe atenciosa e encantadora, as três crianças, Wendy, João e Miguel, e Naná, a cachorra babá, rsrs.

Um noite o Sr. e Sra. Darling vão a uma festa, e as crianças ficam sozinhas, dormindo, porque o Sr. Darling brigou com a pobre Naná e a prendeu na casinha do lado de fora da casa. Peter Pan gosta muito de escutar as histórias da mãe das crianças e sempre vai ouvi-las. Depois que o casal sai, Peter entra na casa para prender sua sombra, já que ela ficou lá dentro presa, só que faz muito barulho e acaba por acordar as crianças, e assim ele as leva para a Terra do Nunca.

Lá nós conhecemos os garotos perdidos, que ao contrário do filme , não são meros personagens secundários, assim como o vilão Capitão Gancho.

O que eu mais gosto desse livro é que ele é mais interativo que qualquer outro,um convite a participar da história, o que pensando bem não é estranho, já que ele foi criado para o teatro - quem nunca assistiu, bateu palmas e disse "eu acredito em fadas" só para a Sininho não morrer, se você não fez isso , é porque sua criança interior está bem triste haha.

Aliás mostra a verdadeiras história de como as fadas nascem, na história do Peter claro, que é a partir do primeiro riso do bebê e que por serem pequenininhas, elas são ou inteiramente más, ou inteiramente boas. Vocês já podem visualizar a Sininho né.



O livro é um prato cheio para psicólogos né, afinal este livro é um banho de sangue atrás do outro, tem um menino que não quer crescer, assumir responsabilidades, de manter relações com as pessoas, e tem o fato de retratar como são as crianças, de verdade, com toda sua sinceridade e ingenuidade, mas também com as manhas de crianças mimadas, metidinhas e algumas vezes, mostrando a crueldade , que nós sabemos que algumas crianças são bem capazes.

Enfim, apesar de ser um livro pequeno, ele é cheio de cenas de aventuras e também , algumas fofas, mas que toca o coração de quem ler com uma menagem muito importante.

Todas as crianças crescem — menos uma. Elas logo descobrem que vão crescer,(...) a partir daí Wendy soube que teria de crescer. A gente sempre sabe, quando tem dois anos. Dois é o começo do fim.





LEIAM!!! Seja para crianças ou não!!

Beijos Beijos


Momento Ostentação.

Sim, eu tenho a coleção de clássicos da Zahar e como meus queridinhos, embora todos conheçam as histórias, ao ler os livros, você encontra várias surpresas , e um "não é bem assim que me lembro".





Então, sentem na poltrona mais confortável e relaxem lendo essas belezinhas. ( Fiz duas partes para não ficar cansativo!)


CONTOS DE FADA.

Esse livro tem vinte e seis contos infantis - ou quase isso. Todos eles tem ilustrações e vários são comentados com as morais tiradas do histórias.  Com o prefácio de Ana Maria Machado, as histórias podem ser lidas em qualquer ordem e na velocidade que você quiser. Afinal são contos.

O livro é dividido em  autores:

Charles Perrault:

"Cinderela" ou "O Sapatinho de Cristal",
"Pele De Asno", 
"O Gato De Botas" ou "O Mestre Gato", 
"O Pequeno Polegar",
"Chapeuzinho Vermelho" e 
"Barba Azul".

Jeannie-Marie Leprinde de Beaumont: 

"A Bela e a Fera".

 Jacob e Wilhelm Grimm ( Os irmãos Grimm) : 

"A Bela Adormecida",
"Branca de Neve",
"Chapeuzinho Vermelho", 
"Rapunzel" e 
"João e Maria".

Hans Christian Andersen: 

"A Roupa Nova Do Imperador", 
"O Patinho Feio", 
"A Pequena Vendedora De Fósforos",
 "A Pequena Sereia" e "
A Princesa E A Ervilha".

Joseph Jacobs: 

"José E O Pé De Feijão" e 
"A História Dos Três Porquinhos".

Anônimo: 

"A História Dos Três Ursos".


O livro também mostra as biografias dos autores, fechando assim com maestria o livro.

Mas já deixo o recado que algumas das histórias não são bem como nós conhecemos, e ainda tem algumas que conheci com o livro.

Vocês sabiam que a Branca de Neve veste sapatos de ferro quente na madrasta e a faz dançar em público até morrer? Ou que as irmãs da Pequena Sereia ficam carecas para ajudá-la à voltar pro mar? Ou ainda de um um conto chamado Pele de Asno , ou a verdadeira história do Barba Azul.

Leiam, ele vai modificar o que você pensa sobre contos de fadas.








ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHA E ATRAVÉS DO ESPELHO

Alice é um desenho muito conhecido, principalmente pelos filmes da Disney. Mas se você acha que aquela é a história toda , se enganou.Afinal o desenho clássico, misturou muito das duas histórias e fez o filme, então aquilo é só a pontinha do iceberg.

Como,  TODO MUNDO SABE, o primeiro livro começa quando Alice avista um coelho de olhos vermelhos, vestindo um colete e ela resolve segui-lo, e entrando em sua toca e ela cai no chamado"Wonderland" ou "O país das maravilhas".

Lá ela vai encontrar muitas criaturas loucas e divertidas, como o gato de Cheshire, e também tomar o chá da tarde com o Chapeleiro, a Lebre de Março e o Caxinguelê e jagar croqué com a rainha de copas. O livro acaba quando Alice desperta de seu curioso sonho.

Capítulo 7  -Um chá maluco

Em frente à casa havia uma mesa posta sob uma árvore, e a Lebre de Março e o Chapeleiro estavam tomando chá; entre eles estava sentado um Caxinguelê, que dormia e sono solto, e os dois o usavam como almofada, descansando os cotovelos sobre ele e conversando por sobre sua cabeça. "Muito desconfortável para o Caxinguelê", pensou Alice; "só que, como está dormindo, suponho que não se importa."

Era uma mesa grande, mas os três estavam espremidos numa ponta:"Não há lugar! Não há lugar!" gritaram ao ver Alice se aproximando. "Há lugar de sobra!" disse Alice, indignada, e sentou-se numa grande poltrona à cabeceira.

"Tome um pouco de vinho", disse a Lebre de Março num tom animador.

Alice correu os olhos pela mesa toda, mas ali não havia nada além de chá. "Não vejo nenhum vinho", observou.

"Não há nenhum", confirmou a Lebre de Março.

"Então não foi muito polido da sua parte oferecer", irritou-se Alice


Já o segundo livro, começa com Alice brigando com Dinah, sua gatinha preta, por causa de sua bagunça.Como toda criança, ela começa brincar de faz de conta, e assim ela acaba indo parar em um mundo onde tudo parece fazer parte de um tabuleiro de xadrez. Lá encontra a rainha vermelha, que fala que quando Alice chegar a casa oito poderá se tornar uma rainha como ela.

Na busca pela última casa surgem Tweendledee e Tweendledum, os gêmeos fofuchinhos que querem aprender a lutar, Humpty Dumpty, que eu descobri sendo dessa história,que é aquele ovo esquisitão que fala e anda, que pelo menos eu conheci no Gato de Botas, haha, além de um rei maluco , dizendo que tudo era sonho dele.

Este livro também acaba com Alice acordando do sonho, quando, ao sacudir a rainha vermelha, descobre estar sacudindo Dinah.



O legal desta segunda parte é que é narrado como se fosse um jogo de xadrez e se prestarmos bem atenção as características das peças do jogo tem influência na personalidade e nas características dos personagens. E mesmo quem nunca jogou xadrez, nada o impede de entender a história, é que quem tem uma noção do jogo faz a leitura ficar bem mais divertida.

Como personagem principal nas duas histórias, Alice é como a maioria das crianças, ela é inquieta, curiosa e fala o que pensa, sinceridade de criança é tudo, e é isso que faz o livro ficar mais divertido. Claro que os personagens malucos, faz com que você seja surpreendido quando menos se espera.

A única coisa que faço uma pequena observação é que o livro, apesar de ser indicado como obra infanto juvenil, há passagens que as crianças não entendam, ou nós que somos mais velhos, entendamos bem demais. Indico também que conheçam mais sobre a vida do autor, espero que vocês mão fiquem perturbados como eu fiquei , rsrs.

Poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para ir embora daqui?

Depende bastante de para onde quer ir.

Não me importa muito para onde.

Então não importa que caminho tome.







LEIAM!!! Seja para crianças ou não!!

Beijos Beijos




[Para quem não viu]
A Editora Rocco presenteia os leitores com três contos natalinos exclusivos em versão digital. É gratuito! Para download nas lojas parceiras. Os contos são assinados por Patrícia MeloCarolina Munhóz e Luiza Trigo.




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Beijos Beijos



Hoje é Dia dos Namorados e estive pensando em homenagear os casais de alguma forma. Claro que eu não consegui, pois apesar de ser uma manteiga derretida lendo os lindos e meigos romances, eu sou daquelas que não acreditam realmente no amor e tenho algumas cicatrizes profundas sobre o tema.

Estive pensando em escrever uma crônica sobre isso, mas preferi disponibilizar para vocês, na estreia da nossa coluna pessoal, o “Divagando...” um conto que escrevi há cerca de 7 meses. Muitos acham esse conto bem legal, então confiando nessas pessoas decidi publicar aqui no Diário de uma Leitora Compulsiva.

Eu o publiquei também no blog BookShelf da fofa Milly Pellegrini, onde ela posta diversos contos e textos fantásticos!! Super recomendo o espaço dela!! =)

Alice se Foi

A cacofonia dos sons noturnos da grande cidade distraia os transeuntes que passavam pelas ruas madrugada afora. Mas um murmúrio chamou a atenção dele. Um choramingo baixo, quase imperceptível. Se sentiu atraído pelo som como uma mariposa pela cegante luz. Alguém devia estar chorando nas proximidades. O som parecia ser feminino, frágil como uma porcelana . A parca luz proveniente dos postes de iluminação não era tão propícia para a busca que o homem desejava realizar. Procurou alguma forma feminina na rua escura, mas nada encontrava. Até que avistou uma silhueta encurvada sentada num sujo paralelepípedo. Ela chorava copiosamente. Suas lágrimas haviam feito a maquiagem em seu belo rosto escorrer e marcar em traços pretos suas bochechas.

Conforme ele se ajoelhou a seu lado, a moça estremeceu. Seu choro ficou mais intenso. Ele notou a roupa que ela vestia, mesmo na fraca luminosidade. Suas vestes diziam que ela havia acabado de sair de uma boate. Mas algo errado deve ter acontecido pois já passavam das 3 e ela se encontrava sozinha numa rua escura e deserta. Ele se aproximou mais um pouco e tentou falar com ela. Seu choro cessou por um instante enquanto levantava seu rosto manchado para encarar o estranho. O medo espalhou pelo seus olhos, sua boca vermelha e bem desenhada se abriu levemente. Ele tentou se desculpar e ofereceu sua ajuda a qual ela recusou com o simples balançar de sua cabeça. Seus cabelos dourados cortados na altura da nuca brilharam no momento que os balançou. Ele olhou fascinado pela beleza da moça.

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