Quando dedicamos boa parte de nossas horas preciosas
para ler um livro, esperamos sempre que este momento seja bem proveitoso, e as
histórias nos entretenham, nos divirtam, ou nos emocione. É triste quando nada
disso ocorre, e a única emoção despertada, seja a frustração...
Quem nunca gritou exasperado para um livro, (sim sou
louca, converso com o livro) porque simplesmente não acreditava que estava
lendo aquilo, não sabe o que é ser um leitor frustrado!! Minha revolta com
certos livros, vem sendo fomentada há algumas leituras, tanto que por semanas não
tive vontade de ler nada. Aí, resolve eu, leitora ingênua, a pegar este livro,
imaginando ser uma leitura agradável!! Engano o meu...
Conselho de Amiga, lançamento de junho da Editora
Novo Conceito (que me forneceu o exemplar) entrou direto para a lista dos
livros fracos, que nada acrescentaram para minha vidinha de leitora. Claro que
entendo todo o psicológico emocional da personagem que foi explorado no livro,
afinal esse era o ponto, mas não sou uma fã de livros extremamente parados
(somente Clarice e Machado fizeram isso bem)...
*conhecendo a história do livro*
Ruby é uma jovem, de certa forma deslocada e que não
tem jeito nenhum com os meninos e nem é a miss popularidade. Ela está completando 16
anos (sweet sixteen – lá a idade importante é 16, e não 15, como por aqui) e
acredita estar preparada para tudo, principalmente se continuar com o apoio de
suas fiéis amigas :: Beth (a autoritária e líder das girls), Maria (a periguete e fofa) e Katherine (a atleta super rebelde e "incompreendida").
– Só estou dando um conselho de amiga – me cutuca com os ombros ossudos. – É meu dever.
Mas toda sua vida passa a mudar na noite de seu
aniversário, quando seu pai, há anos desaparecido, resolve visitar a filha. Jim
abandonou sua esposa e filha há mais ou menos uns 6 anos e nunca deu uma
noticia sequer de seu paradeiro, e de uma hora para outra, surge na vida da
perturbada Ruby...
~
Realmente ter pais separados na infância, provoca em algumas pessoas alguns distúrbios
emocionais, eu sei, pois meus pais se separaram quando tinha apenas oito anos e
não conhecia nada do mundo. Mas nem por isso fiquei como a Ruby!! ~ Momento desabafo, o que nem era importante compartilhar =p
Ruby vivencia a
experiência, mas não sai ilesa, pois ela carrega profundas marcas deste abandono.
E quando seu pai retorna, todas as emoções, as lembranças, voltam redobradas!! E para piorar, nem com sua mãe pode contar, visto que esta se fechou em seu próprio casulo emocional, e nada compartilha! Simplesmente a dor do abandono a entorpeceu por todos esses anos...
Somos como dois amigos que foram juntos para a guerra. Temos uma história, nos amamos e somos companheiras, mas nenhuma de nós quer reviver as batalhas por que passamos ou comparar nossas feridas. Estamos satisfeitas com o passado que pesa entre nós sem fazer nenhum comentário ou suspiro. Nenhuma de nós quer puxar o gatilho das memórias doloridas.
A intensidade das emoções seria mais verídica se a
nossa narradora (a própria Ruby) deixasse de ser uma *zumbi quarentona super
amargurada*, e virasse uma adolescente de 16 anos completamente insatisfeita
com a situação. Sua forma de narrar utilizando o presente só estressou ainda
mais. Se ela fosse imatura, rebelde, ou qualquer outra forte característica de
uma menina nessa idade que sofresse como ela, a narrativa ficaria muito mais
satisfatória!!
Não tinha mais pensado naquele dia, mas agora estou revivendo-o nos mínimos detalhes até perder o fôlego. Não é como num sonho ou flashback em que as coisas parecem ser leves, e turvas, e confusas. É diferente. É tão real e doloroso como naquele dia.
*voltando mais um pouco para a história*
Ruby não pode confiar em si mesma, já que todas as
suas emoções estão conflituosas, e assim apoia-se em Beth, sua melhor amiga
desde o jardim da infância, que a ajudou anteriormente a superar a perda de sua
figura paterna. Mas a amizade começa a ficar por um fio, quando Beth, que é
extremamente autoritária e um pouco mimada, resolve interferir na vida de Ruby
ao esconder dela uma informação...
– É isso que você chama de conselho? – As palavras vêm fácil e são duras como um golpe. – Você quer dizer “Faça o que eu digo, senão...” Porque foi mais ou menos isso o que você me disse na biblioteca. – Trago as mãos fechadas. – Você não tem nada que me dizer o que fazer. A vida é minha.
Neste ponto eu simplesmente queria jogar o livro na
parede. Sim esse é o enredo principal, nem o “romance” que surge entre Ruby e o
fofo Charlie ofusca a grande “traição”!! Foi apenas uma forma de proteger a
amiga de mais uma grande desilusão, eu entendo, mas o fato de Ruby ampliar a
proporção deste fato, simplesmente me irritou, porque justamente não questionou ali na hora, já que eram tão "amigas"?!?!
– [...] Mas olhar para algo e ter sentimentos é essencialmente o que a arte provoca. – Ele balança a cabeça. – Escute, sei que você está com medo de alguma coisa que alguém possa descobrir sobre você, mas não pode deixar que o medo a domine. Isso faz parte de você.
Em alguns pontos você percebia a semelhança que
temos com a vida real (por isso muitos se identificam com o livro), mas em outros, víamos a infantilidade da personagem ao
tratar de assuntos que nem eram assim tão “difíceis” de se resolver!! Achei-a muito inconsistente, em horas agia como uma pessoa madura, e em outras aquela sua personalidade se perdia, ficava esquecida, e então aparecia ela lembrando de seu passado!! Foi no mínimo confuso, como a própria mente da personagem!!
Não agradeceria a Siobhan Vivian (leio esse nome e me lembro da gêmea má de Ringer, he he he) pelo livro. A trama escolhida por ela é muito pouco explorada, e a própria relação das amigas (ei, o titulo tava mais focado nisso) é em alguns momentos esquecidos e entramos novamente nas divagações irritantes da aborrecente cheia de #mimimis!! Entendo todos os motivos, a situação por inteiro, mas de fato a escrita não me convenceu, tanto que as personagens "amigas" (Maria, Katherine e Beth) foram mais interessantes que a própria Ruby #Fail =/
Posso estar sendo uma megera (sei que estou), mas simplesmente não
gostei do livro, a história foi fraca, demasiadamente descritiva, repetitiva, enfim, não aconselharia nem minha inimiga a ler =)
Desculpem se em algum momento exagerei, mas fiquei frustrada com o livro, por isso necessitava compartilhar!!
Acredito que você caro leitor tenha uma opinião divergente da minha, então sinta-se a vontade para compartilhar conosco suas impressões sobre o livro e sobre a Resenha Bitch de hoje!! *-*
























Gostei bastante de Conselho de Amiga, lógico é um livro mais adolescente, mas bacana, afinal de contas que já não passou por umas situações com suas amigas semelhantes.
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