Sabe quando você pega um livro para folhear e quando vê já está toda imersa no livro e ele acaba, deixando seu coração com aquela quentura boa de uma coisa que você viveu, ou vive, aquela nostalgia gostosa sabe.
Foi assim com Soppy – os pequenos detalhes do amor , uma Hq linda da britânica - tinha que ser inglesa né - Philippa Rice.
Por meio de traços simples, nos quais predominam os tons de preto e vermelho, Philippa Rice usa a linguagem dos quadrinhos para revelar alguns momentos de intimidade, despertando a empatia dos leitores ao mostrar um relacionamento que nada tem a ver com os romances da ficção. O ato de escovar os dentes, compartilhando a pia do banheiro; a disputa por um dos lados da cama na hora de dormir; o cochilo no sofá; a hora de lavar louça e até a conversa sobre quem irá preparar o chá para os dois são flagrantes de uma deliciosa convivência, transbordante de carinho.
Mas a vida entre quatro paredes não é o único foco de Soppy. Caminhadas de mãos dadas, idas ao cinema, passeios ao ar livre, compras no supermercado e a visita a uma livraria também estão retratados no livro. A cumplicidade é tanta que, mesmo nas páginas em que não é mostrado um diálogo, a sintonia do casal é percebida com facilidade. E como nem tudo é perfeito, há brigas e momentos de tristeza, sempre contornados com palavras conciliadoras ou apenas um abraço silencioso.
A história de amor contada em Soppy não é feita de gestos grandiosos. E é exatamente isso que a torna encantadora e envolvente. É impossível não esboçar ao menos um sorriso diante de um casal que é tão real que poderia ser formado pelos leitores, seus amigos ou conhecidos. Com sensibilidade e ilustrações cheias de charme, Philippa Rice mostra que a vida a dois está longe de ser tediosa e que a felicidade pode estar nas pequenas coisas.
Soppy tem traços delicados e simples, e é todo ilustrado em preto, vermelho e branco - no meu caso que li no kobo, preto, branco e cinza - , que a criadora diz que não sabe exatamente o motivo, mas que pode ser por influência de Yves Saint Laurent, e sua La vilaine Lulu .
O livro retrata de forma bem fiel, a rotina de Philippa e Luke, seu namorado. Aliás o livro começou como um diário pessoal só deles. O nome do livro Soppy, em inglês quer dizer que algo é grudendo, mas o livro está meio longe de ser água com açucar.
As tirinhas são bem pé no chão - ou quase isso rsrs, e mostram como um relacionamento não precisa ser como esses que vemos na Tv , nos filmes e até mesmo desses loucos e cheios de mimimis. O livro mostra que tudo bem você ter um relacionamento simples, aliás, mostra que o amor é simples, não tem nada de fazer altas cenas de amor, mas coisinhas fofas como abraços, dormir de conchinha ou o simples fato de ficarem juntos no mesmo ambiente.
O que tornou esse livro particularmente um sucesso é a simplicidade do cotidiano do casal, e a forma como Philippa passa isso em formas de desenhos. Vemos que somos muito parecidos em algumas coisas, quando falamos de relacionamentos.Há N situações que quem já esteve ou está em um relacionamento já passou, ou passa. É aquela mais visual que textual, aliás há pouquissimo texto. A frase, "uma imagem vale mais que mil palavras" se aplica muito bem nesse livro.
è difícil fazer resenha desse livro, já que ele é mais visual, mas acho que voc~es conseguiram captar o consenso geral dele né?
Super indico , principalmente se você for romântico , e nem precisa ser daqueles românticos frescos ou grandiosos, pode ser daquele pé no chão mesmo, que acredita no amor na sua forma mais ppura e simples. O livro é muito fofo e te faz pensar na vida. Indicado para dar de presente para o amor da sua vida também, viu?
E se você gostou do livro, sugiro que visite o Site dela, o o seu tumblr, que são encantadores.
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Beijos Beijos


























Soppy parece puro amor! Imagino que ler sem os tons de vermelho tenha prejudicado um pouco a experiência, porque o mais legal é exatamente o contraste mesmo. Adorei <3
ResponderExcluirGislaine | Paraíso da Leitura
Então quando eu comprei, estava com desconto e aproveitei, mas na Bienal provavelmente irei comprá-lo físico, porque estes é daqueles que você lê e relê várias vezes. Não me senti tão prejudicada, pq sou acostumada com mangás, então foi aquele baque quando vi o livro físico mesmo, todo colorido. Porque ele é lindo.
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