Essa é a primeira vez que leio um romance Queer Chick - um romance homosexual entre duas mulheres, que até então eu não sabia exatamente o que significava esse termo. Então quando a Ju Lund, me perguntou se eu queria ler seu novo livro e eu aceitei.
Mas Doce vampira, não se trata só de um livro sobre o amor de duas jovens, mas também fala sobre preconceito, mistura de raças - uma delas é vampira - e o extremismo religioso.
Confesso que demorei para engrenar na leitura, não conseguia entender muito bem o começo, que para mim estava meio confuso, mas conforme fui me adiantando a leitura, ela começou a fluir muito bem, e agora eu conto mais para vocês.
Doce Vampira é narrado em primeira pessoa, por Duda, uma jovem no seu último ano de escola, que subitamente é enviada para estudar em uma escola de elite na sua cidade pelos pais, e lá ela conhece outra novata, a Esther que também está na sua sala. Só que Esther é vampira, e nessa sociedade eles tem um tipo de acordo com o governo para viver em sociedade. O que é lógico, é alvo de muitos preconceitos, além de não serem aceitos por boa parte dessa sociedade.
O que era amizade entre Duda e Esther se transforma em amor, mas com o começo de fofocas sobre as duas, os pais de Duda logo impedem que ela veja a moça, e o colégio expulsa Esther. Mesmo assim o amor fala mais alto e Duda foge para encontrar seu amor e viver na casa dela.
Você me ama por que sou humana , pode não me amar depois , serei diferente.
Amo você e pronto. Não será outra pessoa , será você com a imortalidade de presente.
Com a desculpa de logo encontrarem um lugar para morar, Esther acaba enrolando Duda para não sair da casa de Louise, sua criadora - e mãe por assim dizer, mesmo não se sentindo a vontade ela fica.O problema começa quando a família um tanto estranha de Esther começa a pressionar Duda, para se transformar em vampira, algo que ela ainda não sabe se quer.
Com tantas dúvidas, ela acaba voltando para a casa dos pais, que a recebem com tanto amor e carinho que ela nem desconfia que algo não está certo naquela história, até ela procurar Esther de novo. E aí tudo sai fora de controle.
Mas o amor é assim mesmo, não há regras, você o vive ou sofre por ele.
Outra coisa que me deixou em choque - mas foi muito , muito bem escrito, eu quase senti que estava lá - foi as cenas de tortura, de humilhação pessoal e de extremismo religioso. Gente, o que foram essas cenas, fiquei besta enquanto lia. Só de saber que realmente existe isso no mundo real, fico embasbacada com quem manda e aceita fazer isso. Só pode ser falta de parafusos né?
A autora nos deixa pensando em até que ponto a sociedade pode interferir no nosso modo de vida, até que ponto nos deixamos influenciar. Só porque é diferente , é ruim? Só porque não faz parte do nosso meio, devemos excluir?
Ás vezes, só amar e ter coragem não são suficientes; ás vezes, é preciso fazer a escolha certa na hora exata.
O livro é muito bem escrito pela Ju , e mesmo que tenha algumas partes mais paradinhas, a leitura flui muito bem, e o final é muito "OMG" , e quando acaba você pensa " Cadê a continuação". Mas não se preocupem porque já foi lançada a continuação tá, só que ainda não li.
Indico, se você não tem problemas em ler um romance homossexual feminino- sim, porque tem gente mimimi demais nesse mundo, vamos deixar bem claro.
Beijos Beijos
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